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	<title>Saúde e Longevidade Archives - Márcia Lasmar</title>
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		<title>Musculação e longevidade: o que a ciência realmente diz sobre o exercício ideal para viver mais e melhor?</title>
		<link>https://marcialasmar.com.br/musculacao-e-longevidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Márcia Lasmar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 16:32:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Durante muito tempo, a musculação foi vista apenas como uma atividade voltada para a estética. Ganhar músculos, definir o corpo e melhorar a aparência pareciam ser seus únicos objetivos. Hoje, porém, a ciência mostra que levantar pesos vai muito além da estética: a musculação é uma das ferramentas mais poderosas...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante muito tempo, a musculação foi vista apenas como uma atividade voltada para a estética. Ganhar músculos, definir o corpo e melhorar a aparência pareciam ser seus únicos objetivos. Hoje, porém, a ciência mostra que levantar pesos vai muito além da estética: a musculação é uma das ferramentas mais poderosas para aumentar a longevidade e preservar a saúde física e mental.</p>
<p>Mas afinal, qual é a frequência ideal? É necessário fazer exercícios aeróbicos? Como deve ser um treino pensado para a saúde e não apenas para a aparência?</p>
<p>A resposta está no equilíbrio.</p>
<h2>A musculação não fortalece apenas os músculos</h2>
<p>A partir dos 30 anos, perdemos naturalmente entre 3% e 8% da massa muscular por década. Esse processo, chamado sarcopenia, acelera após os 60 anos e está associado ao aumento do risco de quedas, fraturas, perda da independência e doenças crônicas.</p>
<p>Diversos estudos mostram que a musculação é capaz de:</p>
<ul>
<li>preservar a massa muscular;</li>
<li>fortalecer os ossos;</li>
<li>reduzir o risco de osteoporose;</li>
<li>melhorar a sensibilidade à insulina;</li>
<li>controlar a glicemia;</li>
<li>diminuir o colesterol;</li>
<li>reduzir a pressão arterial;</li>
<li>proteger a função cerebral;</li>
<li>melhorar o humor e a qualidade do sono.</li>
</ul>
<p>Em outras palavras, construir músculos é também construir saúde.</p>
<h2>Qual é a frequência ideal?</h2>
<p>As principais organizações internacionais, como a Organização Mundial da Saúde e o Colégio Americano de Medicina Esportiva, recomendam pelo menos <strong>duas sessões semanais de treinamento de força</strong>.</p>
<p>No entanto, para obter benefícios mais expressivos, especialmente após os 40 anos, a maioria dos especialistas sugere entre <strong>três e quatro sessões por semana</strong>.</p>
<p>Uma divisão simples pode ser:</p>
<ul>
<li>segunda-feira: membros inferiores;</li>
<li>terça-feira: membros superiores;</li>
<li>quinta-feira: membros inferiores;</li>
<li>sexta-feira: membros superiores.</li>
</ul>
<p>O mais importante não é treinar todos os dias, mas permitir que o corpo tenha tempo para se recuperar.</p>
<h2>Musculação ou Cardio: qual é melhor para o coração?</h2>
<p>A resposta da ciência é clara: os dois são importantes. E os dois devem ser feitos com a mesma dedicação. Meu cardiologista uma vez me disse em consulta que musculação e cardio deve ser tratado como dois filhos: qual você ama mais? pois é&#8230; dedicação aos dois.</p>
<p>Durante muitos anos, acreditou-se que apenas a corrida e a caminhada protegiam o coração. Hoje sabemos que a musculação também reduz significativamente o risco cardiovascular.</p>
<p>No entanto, o melhor resultado acontece quando os exercícios de força são combinados com atividades aeróbicas.</p>
<p>O treinamento cardiovascular ajuda a:</p>
<ul>
<li>fortalecer o coração;</li>
<li>melhorar a circulação;</li>
<li>aumentar a capacidade pulmonar;</li>
<li>reduzir a pressão arterial;</li>
<li>controlar o colesterol;</li>
<li>diminuir a inflamação.</li>
</ul>
<p>Já a musculação protege músculos, ossos e metabolismo.</p>
<p>Não é uma disputa entre musculação e cardio. A verdadeira saúde nasce da combinação dos dois.</p>
<h2>Quanto cardio devemos fazer?</h2>
<p>Para a saúde cardiovascular, as recomendações científicas sugerem:</p>
<ul>
<li>entre 150 e 300 minutos semanais de atividade moderada, como caminhada rápida;</li>
<li>ou entre 75 e 150 minutos de atividade intensa, como corrida ou bicicleta.</li>
</ul>
<p>Na prática, isso significa:</p>
<ul>
<li>trinta minutos de caminhada cinco vezes por semana;</li>
<li>ou vinte minutos de bicicleta após a musculação;</li>
<li>ou sessões curtas de HIIT duas ou três vezes por semana.</li>
</ul>
<p>Não é necessário correr maratonas para proteger o coração.</p>
<h2>Como deve ser um treino voltado para a longevidade?</h2>
<p>Um treino pensado para a saúde precisa trabalhar cinco pilares fundamentais:</p>
<h3>1. Força</h3>
<p>Exercícios como agachamento, remada, supino e levantamento terra ajudam a preservar a musculatura e os ossos.</p>
<h3>2. Resistência cardiovascular</h3>
<p>Caminhada, bicicleta, corrida e natação fortalecem o coração.</p>
<h3>3. Mobilidade</h3>
<p>Alongamentos e exercícios de mobilidade ajudam a preservar a amplitude dos movimentos e prevenir lesões.</p>
<h3>4. Equilíbrio</h3>
<p>Treinos de estabilidade reduzem o risco de quedas, principalmente após os 60 anos.</p>
<h3>5. Recuperação</h3>
<p>Dormir bem e respeitar os períodos de descanso são parte essencial do treinamento.</p>
<h2>O exercício ideal é aquele que você consegue manter</h2>
<p>Existe uma tendência de buscar o treino perfeito, a dieta perfeita e a rotina perfeita. Mas a ciência mostra que a consistência é muito mais importante do que a perfeição.</p>
<p>Não é a intensidade de uma única semana que transforma a saúde, mas a soma de pequenas escolhas repetidas ao longo dos anos.</p>
<p>Caminhar três vezes por semana é melhor do que treinar intensamente durante um mês e desistir depois.</p>
<p>Levantar pesos regularmente é mais importante do que procurar atalhos.</p>
<p>No fim das contas, a longevidade não é construída por grandes feitos, mas pelos hábitos que escolhemos repetir todos os dias.</p>
<p>Porque viver mais é importante, mas viver com força, autonomia e disposição é ainda mais valioso.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Medicamento sem hormônios traz qualidade de vida para mulheres que enfrentam os calores da menopausa após o câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Márcia Lasmar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 18:14:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde e Longevidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por muitos anos, milhares de mulheres que venceram o câncer de mama tiveram que conviver com um dilema difícil: controlar os intensos calores da menopausa ou evitar qualquer tratamento hormonal que pudesse aumentar riscos relacionados ao câncer. Agora, uma boa notícia começa a mudar essa realidade. A Anvisa aprovou recentemente...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Por muitos anos, milhares de mulheres que venceram o câncer de mama tiveram que conviver com um dilema difícil: controlar os intensos calores da menopausa ou evitar qualquer tratamento hormonal que pudesse aumentar riscos relacionados ao câncer.</p>
<p>Agora, uma boa notícia começa a mudar essa realidade.</p>
<p>A Anvisa aprovou recentemente no Brasil o <strong>Veoza® (fezolinetanto)</strong>, um medicamento inovador que reduz os fogachos da menopausa <strong>sem utilizar hormônios</strong>. A novidade representa um avanço importante, especialmente para mulheres que tiveram câncer de mama hormônio-dependente e fazem uso de medicamentos como o anastrozol, letrozol ou exemestano.</p>
<h2>Por que os calores acontecem?</h2>
<p>Os famosos fogachos, também conhecidos como ondas de calor, surgem porque a queda do estrogênio interfere no funcionamento do hipotálamo, região do cérebro responsável por regular a temperatura corporal.</p>
<p>O resultado pode ser bastante desconfortável:</p>
<ul>
<li>ondas intensas de calor;</li>
<li>suor excessivo, principalmente durante a noite;</li>
<li>dificuldade para dormir;</li>
<li>despertares frequentes;</li>
<li>cansaço durante o dia;</li>
<li>piora da qualidade de vida.</li>
</ul>
<p>Para muitas mulheres, esses sintomas persistem por anos e podem ser ainda mais intensos quando a menopausa é induzida pelo tratamento contra o câncer.</p>
<h2>Como o novo medicamento funciona?</h2>
<p>O diferencial do fezolinetanto é justamente não agir sobre os hormônios.</p>
<p>Em vez de repor estrogênio, ele atua diretamente no cérebro, bloqueando os receptores chamados <strong>NK3</strong>, envolvidos no mecanismo que desencadeia os fogachos.</p>
<p>Na prática, ele ajuda o organismo a recuperar o controle da temperatura corporal sem alterar os níveis hormonais.</p>
<p>Isso faz do medicamento uma alternativa promissora para mulheres que não podem fazer reposição hormonal.</p>
<h2>O que os estudos mostraram?</h2>
<p>Os estudos clínicos demonstraram resultados bastante animadores.</p>
<p>As pacientes apresentaram redução significativa tanto da frequência quanto da intensidade dos fogachos, além de melhora na qualidade do sono e no bem-estar geral.</p>
<p>Muitas mulheres perceberam melhora já nas primeiras semanas de tratamento.</p>
<h2>E quem teve câncer de mama pode usar?</h2>
<p>Essa é justamente uma das maiores expectativas em relação ao novo medicamento.</p>
<p>Embora ele não contenha hormônios, a indicação para mulheres que tiveram câncer de mama deve sempre ser individualizada e discutida com o oncologista.</p>
<p>Especialistas consideram o fezolinetanto uma alternativa muito promissora para pacientes que convivem diariamente com os efeitos da menopausa induzida pelo tratamento oncológico, e estudos específicos nessa população continuam em andamento.</p>
<h2>Existem cuidados?</h2>
<p>Como qualquer medicamento, o fezolinetanto também exige acompanhamento médico.</p>
<p>O principal cuidado está relacionado ao fígado. Antes do início do tratamento, normalmente são solicitados exames de função hepática, que podem ser repetidos nos primeiros meses para garantir a segurança da paciente.</p>
<h2>Uma conquista para a qualidade de vida</h2>
<p>Os avanços no tratamento do câncer permitiram que cada vez mais mulheres superassem a doença e retomassem suas vidas. Agora, o desafio também é garantir qualidade de vida durante essa nova fase.</p>
<p>A chegada de um medicamento não hormonal para controlar os calores da menopausa representa exatamente isso: um cuidado que vai além da cura, olhando para o conforto, o sono, o bem-estar e a dignidade de quem já enfrentou uma longa jornada.</p>
<p>Para muitas mulheres, essa aprovação significa algo simples, mas extremamente valioso: a possibilidade de dormir melhor, trabalhar com mais disposição, sentir-se confortável novamente e viver essa etapa da vida com mais tranquilidade.</p>
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		<title>Novo medicamento oral traz esperança para pacientes com câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Márcia Lasmar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 18:03:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde e Longevidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O tratamento do câncer de mama continua avançando, e uma boa notícia acaba de chegar às pacientes brasileiras. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento oral que amplia as opções terapêuticas para um grupo específico de mulheres com câncer de mama avançado ou metastático. Embora não...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O tratamento do câncer de mama continua avançando, e uma boa notícia acaba de chegar às pacientes brasileiras. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento oral que amplia as opções terapêuticas para um grupo específico de mulheres com câncer de mama avançado ou metastático.</p>
<p>Embora não represente uma cura, a aprovação é mais um passo importante rumo à medicina personalizada, na qual cada paciente recebe um tratamento direcionado às características do seu tumor, aumentando as chances de controle da doença e de qualidade de vida.</p>
<h2>O que muda com esse novo tratamento?</h2>
<p>O medicamento aprovado é o <strong>Inluriyo® (tosilato de inlunestranto)</strong>, desenvolvido pela Eli Lilly. Ele é administrado por via oral, em comprimidos, e foi autorizado para uso isolado (monoterapia), sem necessidade de associação obrigatória com outros medicamentos dentro da indicação aprovada..</p>
<p>Essa forma de administração pode trazer mais praticidade para muitas pacientes, reduzindo a necessidade de infusões intravenosas e tornando parte do tratamento menos dependente do ambiente hospitalar.</p>
<h2>Quem pode utilizar?</h2>
<p>É importante destacar que o medicamento <strong>não é indicado para todos os casos de câncer de mama</strong>.</p>
<p>Sua aprovação é destinada a pacientes adultas com câncer de mama:</p>
<ul>
<li>localmente avançado ou metastático;</li>
<li>que já realizaram tratamento hormonal (terapia endócrina);</li>
<li>com receptor hormonal positivo (ER+);</li>
<li>HER2 negativo (HER2-);</li>
<li>e que apresentam uma alteração genética chamada <strong>mutação ESR1</strong>.</li>
</ul>
<p>Na prática, isso significa que o tratamento é voltado para mulheres cujo tumor desenvolveu resistência às terapias hormonais tradicionais e apresenta essa mutação específica.</p>
<h2>O que é a mutação ESR1?</h2>
<p>A mutação ESR1 acontece no gene responsável pelo receptor de estrogênio das células tumorais.</p>
<p>Em alguns casos, após um período de tratamento hormonal, o câncer passa a utilizar essa alteração genética para continuar crescendo, tornando medicamentos antes eficazes menos eficientes.</p>
<p>Por isso, identificar essa mutação por meio de exames moleculares permite escolher terapias mais direcionadas, um dos maiores avanços da oncologia moderna.</p>
<h2>Medicina personalizada: tratar cada paciente de forma única</h2>
<p>Durante muitos anos, pacientes com o mesmo tipo de câncer recebiam tratamentos muito semelhantes.</p>
<p>Hoje, a oncologia caminha em outra direção.</p>
<p>Além de analisar o órgão afetado, os médicos avaliam características biológicas e genéticas do tumor para selecionar o tratamento com maior probabilidade de benefício.</p>
<p>É exatamente nesse contexto que esse novo medicamento se insere: oferecer uma alternativa específica para pacientes que apresentam determinado perfil molecular.</p>
<p>Esse conceito é conhecido como <strong>medicina personalizada</strong> ou <strong>medicina de precisão</strong> e tem transformado o tratamento do câncer em todo o mundo.</p>
<h2>Uma boa notícia que inspira esperança</h2>
<p>Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama continua sendo o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres brasileiras, representando cerca de 30% dos novos casos de câncer feminino.</p>
<p>Por isso, cada nova terapia aprovada representa mais do que um novo medicamento.</p>
<p>Ela simboliza anos de pesquisa, investimento científico e, principalmente, novas possibilidades para milhares de mulheres que convivem com a doença.</p>
<p>Embora o tratamento seja indicado apenas para um grupo específico de pacientes, sua aprovação reforça uma tendência extremamente positiva: o câncer de mama está deixando de ser tratado de forma única para receber abordagens cada vez mais individualizadas.</p>
<p>A ciência ainda busca respostas definitivas, mas cada avanço amplia as possibilidades de controlar a doença, prolongar a vida e oferecer mais qualidade aos pacientes.</p>
<hr />
<h3></h3>
<p>&nbsp;</p>
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